Uma excelência em inovação

O desenvolvimento tecnológico se destaca no Ceará. O Instituto Atlântico completa oito anos e seu crescimento no mercado está avaliado em 50%, em 2009

Voltado exclusividade para o setor de inovação, com um crescimento avaliado em 50% em 2009 e faturamento de R$ 21 milhões neste mesmo período, o Instituto Atlântico completa oito anos de atividade em Fortaleza. ``O Ceará está cada vez mais no cenário tecnológico nacional. As empresas locais se modernizam e o nosso trabalho é ajudar nisto``, explica o presidente da entidade, Claudio Violato.

O instituto, que tem sede na Capital e emprega 200 pessoas, é um centro de excelência em tecnologia da informação (TI) e atende a mais de 80 empresas no Brasil e no exterior. Entre elas as cearenses M.Dias Branco, Santana Textiles e a Microsol. Somente em investimentos de projetos de inovação, o Instituto Atlântico já trouxe R$ 101 milhões para o Ceará, nos últimos oito anos. ``As empresas locais estão se modernizando``, lembra Violato.

Em Fortaleza, são nove laboratórios que desenvolvem programas para diversos setores, desde sistemas operacionais até tecnologia de celulares e programas que rodam em sistemas nos Estados Unidos, Ásia e Europa.

Segundo o superintendente do Instituto, José Eduardo Martins, os projetos desenvolvidos para a M.Dias Branco está baseado, principalmente, na operação da nota fiscal eletrônica.

Já para a Santana Textiles o programa foi mais abrangente. ``Criamos um sistema muito grande para os processos de produção. Para tanto, enviamos profissionais para trabalhar dentro da fábrica e acompanhar o processo``, antecipou.

O Instituto se expande e já possui outra sede em Sobral e, em maio deste ano, abriu uma filial em São Paulo, que emprega mais 100 funcionários e é voltada para o setor financeiro.

O diretor de mercado corporativo do Instituto Atlântico, José Azarite, conta que a produção e inovação de softwares para empresas são legitimamente cearenses e que o instituto aposta na mão-de-obra local. ``Nossa dificuldade é encontrar qualificação no setor, apesar de as faculdades que temos parcerias adotarem cursos especializados. Mas é nossa intenção manter talentos locais``, conta.

Desenvolvimento
O crescimento do Instituto Atlântico, segundo Eduardo Martins é fruto do reconhecimento do trabalho desenvolvido. ``Estamos entre as seis empresas no Brasil que possui o selo CMMI 5, que é a classificação máxima no mundo da tecnologia``, ressalta.

O instituto iniciou as atividades em 2001, como um posto avançado do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), órgão localizado em Campinas (SP).

José Azarite comenta ainda que este reconhecimento ajuda muito no desenvolvimento do órgão e funciona como ponte para a entrada de mercados com porte global, como a norte-americana HP e os grupos financeiros Santander, que é espanhol, e o inglês HSBC.

Cláudio Violato diz que o momento é bom e a expectativa é de crescimento de 20% em 2010. ``É um número muito maior do que se fala para a área de TI``, revela.

Link da notícia: http://opovo.uol.com.br/opovo/economia/940376.html

Fonte: 
O Povo