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Esforço coletivo: a pluralidade que constrói o desenvolvimento do Pecém

Publicado em 19 de dezembro de 2025

A Aecipp é protagonista no fortalecimento do Complexo do Pecém, articulando empresas, governo e sociedade. Com seu apoio, o porto cresceu, se modernizou e se consolidou como motor da economia cearense. Hoje, o complexo acompanha as novas demandas globais com foco em inovação e sustentabilidade. O resultado é geração de emprego, renda e desenvolvimento para o Estado e para as famílias da região.

Gabriel Amora
amoragabriel@ootimista.com.br

Márcia Rios 
marcia@ootimista.com.br
Publicado em 12 de outubro de 2025

Mais do que uma infraestrutura estratégica para o Brasil, o Porto do Pecém é um complexo em constante transformação. Cada operação realizada ali reflete o esforço coletivo de profissionais de diferentes áreas, do cais às salas técnicas, das indústrias aos centros de pesquisa. É essa combinação de saberes, experiências e trajetórias que molda a rotina do porto e o torna um espaço dinâmico e colaborativo.

Essa diversidade também está presente nas parcerias que impulsionam o Pecém. Empresas nacionais e internacionais, iniciativas públicas e privadas, além de projetos sociais e ambientais, formam uma rede que fortalece o desenvolvimento regional e projeta o porto no cenário global.

Consequentemente, no Pecém, a diversidade não é discurso: é prática. É ela que conecta pessoas, impulsiona talentos e transforma realidades. Um porto que vai além da logística e se consolida como um espaço coletivo de inovação, inclusão e crescimento.

Essa lógica colaborativa se reflete na atuação das empresas que fazem parte do Complexo. É o caso da Cimento Apodi. O CEO da empresa, Sérgio Maurício, confirma isso ao destacar a importância da integração dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) e os impactos da operação na geração de empregos e no fortalecimento da economia local. Atualmente, a empresa é responsável por mais de 600 postos de trabalho, entre diretos e indiretos.

A Cimento Apodi é uma das empresas que contribuem para o desenvolvimento regional e projetam o porto no cenário global (Foto: Cimento Apodi/Divulgação)

“No Complexo do Pecém, além do nosso quadro fixo de colaboradores, contamos também com parceiros e terceiros que atuam de forma contínua e estratégica em nossas operações. Esse número se amplia ainda mais durante as paradas de manutenção, quando há uma forte alocação de mão de obra local para atender às nossas necessidades operacionais”, afirma.

“É importante destacar que a presença da Apodi no Complexo não se limita apenas ao emprego direto: ela impulsiona toda uma cadeia logística e de serviços, contribuindo de maneira decisiva para a economia local e para o fortalecimento do ecossistema produtivo da região”, enfatiza o CEO.

Segundo ele, essa atuação está ancorada em três frentes principais. “Nossos objetivos no Pecém estão diretamente ligados a três frentes: fortalecer nossa operação industrial e logística, ampliar o impacto positivo na comunidade e avançar em práticas de sustentabilidade”.

“Do ponto de vista produtivo, queremos continuar elevando a eficiência da nossa moagem e consolidando o Pecém como um polo estratégico de escoamento, aproveitando a integração de modais logísticos que a região oferece”, explica.

Na área social, a meta é expandir iniciativas como o Construindo o Saber e a UniApodi, e manter o apoio a ações culturais e de empreendedorismo. “No campo social e cultural, temos a meta de ampliar os programas de educação, além de seguir apoiando iniciativas de empreendedorismo, voluntariado e projetos culturais, como a Orquestra Sinfônica”, garante.

“Já na agenda ambiental, nosso compromisso é intensificar ações de economia circular, como o uso de resíduos industriais no processo produtivo e projetos que reduzam consumo de recursos naturais e emissões de CO₂. Em resumo, nosso objetivo é ser uma empresa que, ao mesmo tempo em que gera crescimento econômico, promove transformação social e contribui para a agenda de sustentabilidade do Estado”, detalha o CEO.

“A nossa presença no Complexo Industrial e Portuário do Pecém é, ao mesmo tempo, estratégica e simbólica. Estratégica porque integra nossa operação à vocação logística e industrial do Complexo, até porque, que fique claro, é a partir do Pecém que conseguimos escoar a produção para diferentes regiões do país por meio dos modais rodoviário, ferroviário e marítimo, além de receber matérias-primas essenciais pelo porto. Essa infraestrutura garante competitividade, eficiência e nos posiciona como parte relevante da engrenagem que movimenta o complexo”, enfatiza.

A atuação da Cimento Apodi no Pecém reflete um modelo que busca equilibrar eficiência industrial, responsabilidade social e visão de futuro. Inserida em um dos principais polos de crescimento do Nordeste, a empresa aposta na articulação entre setor produtivo, infraestrutura logística e comunidades do entorno. Essa sinergia amplia a competitividade da operação e contribui para a construção de um ambiente mais justo, sustentável e inovador.

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

A importância estratégica do Complexo do Pecém para a Cimento Apodi é reconhecida, mas o maior número de colaboradores da empresa não está concentrado na unidade localizada no porto. Como explica o CEO, Sergio Maurício, “o maior número de colaboradores não está no Pecém. Isso porque, dentro do Complexo, operamos uma unidade de moagem, enquanto nossa maior planta é a fábrica integrada de Quixeré, no interior do Ceará, que concentra a etapa mais completa do processo produtivo e, consequentemente, o maior quadro de pessoal”.

Já no campo ambiental, a empresa adota práticas alinhadas à lógica da economia circular. Sergio destaca, por exemplo, o uso da escória da siderurgia do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) e das cinzas de usinas termoelétricas na produção de cimento. Esse processo reduz a geração de resíduos, diminui o consumo de clínquer e resulta em produtos com menor impacto ambiental, como os cimentos CP III e CP IV, que apresentam baixa emissão de CO₂, principal gás do efeito estufa.

A inovação tecnológica também tem papel importante nessa frente. A Apodi vem investindo em inteligência artificial para otimizar a operação dos moinhos verticais, por meio de um sistema que aprende continuamente e ajusta variáveis em tempo real.

De acordo com o CEO, os resultados são expressivos: aumento de até 13% na produtividade, crescimento de até 10% na capacidade instalada, redução de custos, menor consumo de energia, água e combustíveis fósseis, além da diminuição significativa das emissões de gases de efeito estufa.

Sergio reforça esse posicionamento ao destacar o apoio ao empreendedorismo como um motor fundamental para o desenvolvimento regional. Segundo ele, a empresa apoia iniciativas que geram renda e fortalecem o ecossistema local, além de promover mutirões comunitários para atender demandas específicas da população do entorno.

Ele conclui: “esse conjunto de ações reflete o nosso compromisso em ser mais do que uma indústria de cimento: queremos ser parceiros da comunidade no seu crescimento social e econômico.” Com isso, a Apodi reafirma seu papel como uma empresa integrada ao território, comprometida com o desenvolvimento sustentável e a inclusão social na região do Pecém.

CIPP: A ORIGEM

O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), que abriga a Apodi e tantas outras Instituições, nasceu com o objetivo de inserir o Ceará na rota internacional do comércio, destacando-se nas atividades industriais em uma área que integra desenvolvimento, sustentabilidade e logística avançada. As operações comerciais tiveram início em novembro de 2001, e o complexo foi oficialmente inaugurado em março de 2002.

Situado entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, a cerca de 60 quilômetros de Fortaleza, o CIPP ocupa uma vasta área de 18.593 hectares. O complexo cresce com a missão de impulsionar a economia local, regional e nacional, movimentando materiais siderúrgicos, fertilizantes, granéis e contêineres.

Seu plano diretor divide a região em quatro setores: o primeiro é dedicado às termelétricas e à Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP); o segundo, à refinaria e ao polo petroquímico; o terceiro, à área industrial; e o quarto, à área institucional, de serviços e à Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

O CIPP abriga grandes e estratégicos empreendimentos para o Ceará. Atualmente, mais de 80 empresas atuam na região, somando investimentos da ordem de R$ 30 bilhões e gerando cerca de 79,2 mil empregos diretos e indiretos.

Nesse cenário, a região se destaca como um polo repleto de oportunidades para empresas nacionais e internacionais. São mais de 70 possibilidades de novos negócios, que abrangem desde a instalação de empresas de prestação de serviços técnicos e de apoio, suprimentos e comercialização de subprodutos, até manutenção de máquinas e equipamentos, serviços de tubulação e caldeiraria, locação de veículos, terceirização de mão de obra, vigilância e capacitação profissional.

As facilidades para instalação, combinadas à localização estratégica do CIPP, próxima aos mercados consumidores da Ásia, América do Norte e Europa, além da infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária, incentivos fiscais, capacitação de mão de obra, segurança energética, linhas de financiamento e a presença da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), formam um ambiente altamente atrativo para novos investimentos.

FORTALECENDO A EQUIPE, APRIMORANDO O FUTURO 

Essa revolução resiliente não aconteceria se não fosse o suporte ofertado pela Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Aecipp). Ludmilla Campos, a diretora executiva da Instituição, ao O Otimista, enfatizou com mais detalhes o papel da entidade, que representa as empresas instaladas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. “Como somos uma associação, não empregamos diretamente, mas contamos com uma equipe interna que cuida dos serviços administrativos e do relacionamento entre as empresas, a academia e o Estado”.

Segundo ela, a principal função da Aecipp é atuar como ponte entre os diversos atores que compõem o ecossistema do complexo, promovendo a escuta ativa e a conexão entre empresas, instituições de ensino e o poder público. Fundada em 2015, a associação completa dez anos em 2025. Na época de sua criação, o complexo contava com apenas sete empresas, entre elas a Apodi e fabricantes de aerogeradores.

Hoje, a Aecipp reúne entre 90 e 95 empresas associadas, organizadas em três categorias. As empresas instaladas fisicamente no complexo têm direito a voto e podem ser eleitas para o conselho da associação, participando ativamente da gestão. Já as empresas mantenedoras, embora façam parte do fórum, não têm direito a voto.

“As associadas instaladas no complexo são tanto as que enfrentam desafios quanto as que levantam questões para melhorar o ambiente empresarial. Nosso papel é impactar positivamente esse cenário, promovendo relacionamentos e parcerias entre as empresas, que ofertam serviços e produtos variados.”

Desde sua fundação, a Aecipp mantém um compromisso com a sustentabilidade. Inicialmente, o foco estava voltado à preservação ambiental, em linha com o momento em que o movimento empresarial começou a se estruturar na região.

Com o passar dos anos, a associação ampliou essa visão. “Hoje, ao falarmos de sustentabilidade, já incorporamos os princípios do ESG, abrangendo esferas ambientais, sociais e de governança.”

A proposta de uma atuação integrada vem desde antes da criação formal da Aecipp. Em 2011, o Pacto pelo Pecém, uma iniciativa da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), reuniu os municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia para mapear as demandas locais. A ação antecipava os fundamentos do que mais tarde se consolidaria como ESG.

Entre os principais projetos da associação está o “Transformar Aproximar”. A iniciativa nasceu durante a presidência de Ricardo Parente, a partir de uma demanda das comunidades locais, que relatavam dificuldades em acessar oportunidades de emprego nas empresas do complexo.

O projeto passou então a identificar as necessidades de mão de obra, promover a qualificação por meio de parcerias com o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), além de contar com o acompanhamento do Instituto Federal do Ceará (IFCE) na formação dos trabalhadores.

Desde então, pessoas de São Gonçalo, Paracuru, Caucaia e outras cidades da região já foram inseridas no mercado formal por meio da ação.

Atualmente, a Aecipp contratou uma consultoria especializada para realizar uma radiografia aprofundada do complexo, com o objetivo de levantar dados precisos sobre a geração de empregos, a divisão por gênero e as profissões com maior representatividade entre homens e mulheres. A iniciativa pretende subsidiar ações ainda mais eficazes para fomentar o desenvolvimento econômico e social da região.

BATE-PRONTO

O presidente da Aecipp, Eduardo Amaral, em entrevista ao O Otimista, endossa as palavras de Ludmilla.

O Otimista – Como o senhor analisa a atuação da Aecipp ao longo da primeira década da associação?

Eduardo Amaral – Nesses 10 anos, a Aecipp consolidou uma cultura de cooperação que se tornou o maior legado do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Conseguimos unir empresas, governo, academia e comunidades em torno de uma visão comum de desenvolvimento sustentável.

O Otimista – Qual foi, na visão do senhor, qual o principal legado dessa união?

Eduardo – Isso fortaleceu a governança, atraiu investimentos, gerou empregos qualificados e impulsionou práticas de inovação e sustentabilidade. Tenho muito orgulho de fazer parte dessa história e de liderar uma das instituições mais relevantes do nosso Estado.

O Otimista – Em relação ao futuro da Aecipp, o que esperar?

Eduardo – Olhando para o futuro, nossa meta é seguir avançando com uma agenda estratégica que mantenha o Cipp como referência internacional em indústria sustentável, inovação tecnológica, inclusão social e transição energética. Seguiremos trabalhando com diálogo, ética e colaboração para fortalecer nossos associados, impulsionar a economia local e preparar o território para os desafios e oportunidades”.

SAIBA MAIS

Atualmente, as empresas associadas garantem cerca de 102,5 mil empregos diretos e indiretos. Composta majoritariamente por empresas âncoras, aquelas capazes de gerar cadeias de suprimentos e com porte suficiente para impulsionar o desenvolvimento regional, a Aecipp representa mais de 92% do Produto Interno Bruto (PIB) do Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

As empresas associadas à Aecipp são classificadas em três categorias:

Associadas Mantenedoras: toda e qualquer empresa localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém ou nos municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia;

Associadas Contribuintes: empresas que, independentemente da localização, tenham uma vinculação operacional relevante ou estratégica com a cadeia de suprimentos do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, ou que utilizem o Porto do Pecém como embarcadoras e/ou recebedoras de cargas;

Associadas Fundadoras: empresas presentes à Assembleia de Fundação da entidade ou que tenham manifestado adesão sem ressalvas ao estatuto da associação no prazo de até 30 (trinta) dias contados da Assembleia Geral de Fundação.

As ações da Aecipp são guiadas e potencializadas por seu Plano Estratégico. A versão mais recente, referente ao biênio 2023-2025, está estruturada em cinco pilares principais:

  1. Comunicar melhor a Aecipp e seus associados, promovendo os líderes naturais;
  2. Fortalecer a liderança e o eixo de governança e gestão do Cipp junto à Aecipp e seus associados;
  3. Promover eventos sustentáveis relacionados a ESG e apoiar as comunidades locais;
  4. Continuar ampliando a base de associados e a oferta de cursos;
  5. Buscar equilíbrio e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Complexo em expansão: motor de empresas, empregos e desenvolvimento para o Estado

Aeris Energy se destaca como uma das empresas que compõem a diversidade do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Segundo Lidianne Dantas, diretora Jurídica, de Compliance e Comunicação Institucional da companhia, a empresa gera atualmente 1.800 empregos diretos e, em 2024, alcançou receita operacional líquida de R$ 1,516 bilhão, reforçando sua importância econômica para a região.

“Atuamos para impulsionar soluções para o desenvolvimento sustentável, como a descarbonização da economia, a construção de um futuro mais limpo, seguro e próspero, bem como o impacto positivo nas comunidades do nosso entorno. Desde 2016, somos signatários do Pacto Global, da ONU, o que tem servido para reafirmar nosso compromisso com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, explicou.

Lidianne Dantas, diretora Jurídica, de Compliance e Comunicação Institucional da Aeris Energy confirma receita operacional líquida de R$ 1,516 bilhão em 2024 (Foto: Aeris Energy/Divulgação)

“Anualmente, elaboramos um relatório de sustentabilidade no qual sintetizamos todas as nossas ações realizadas. Em 2024, investimos R$ 218 mil de recursos próprios em projetos sociais que abrangem áreas como educação, saúde, cultura, meio ambiente e inclusão social”, seguiu.

“Ao todo, sete instituições foram contempladas, proporcionando benefícios para 1.593 famílias. Realizamos ainda programas sociais como o Ventos Solidários, com o qual proporcionamos aos cidadãos acesso a direitos essenciais por meio de uma rede de solidariedade, e ações de voluntariado, como o ‘Gente que Faz na Comunidade’ e o ‘Adote um Sorriso’”, explica Lidianne.

Ela também ressaltou o compromisso ambiental da empresa: “Também nos mantivemos firmes na jornada socioambiental, mantendo 100% do consumo de energia proveniente de fontes renováveis certificadas. Além disso, ampliamos para 44% o índice de reuso de água e fortalecemos os compromissos com a redução de emissões, gestão de resíduos e proteção da biodiversidade”, diz.

“Em 2024, o volume total de água reutilizada atingiu 51,2 mil m³, representando um aumento de 44% em relação a 2023. Somado a isso, medidas como o desligamento sazonal das centrais de vácuo, a instalação de telhas translúcidas para aproveitar melhor a luz natural e a ampliação da Central de Água Gelada (CAG) mantiveram-se prioritárias e ajudaram a potencializar os ganhos de eficiência energética”, acrescenta.

Sobre a gestão de resíduos, Lidianne chama a atenção para a veia inovadora da Aeris: “Já na gestão de resíduos, é possível destacar a expansão do uso de manta de fibra de coco, um material natural que substitui insumos sintéticos na fabricação das pás, reduzindo impactos ambientais e fortalecendo a circularidade dos processos. A otimização de processos produtivos ao longo de 2024 também contribuiu para a redução do consumo de materiais”.

Ao abordar a importância social da energia limpa, Lidianne continua: “Acreditamos no potencial transformador da energia limpa não apenas para fins ambientais, mas também para o desenvolvimento econômico. Desde o início de nossa trajetória, buscamos capacitar e cuidar das pessoas do entorno onde atuamos, dando oportunidade e ajudando a região a se fortalecer. Prova disso é que a maior parte dos nossos colaboradores mora no entorno do Complexo Industrial e Portuário do Pecém”, reforça.

A Aeris Energy se destaca como uma das empresas que compõem a diversidade do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Foto: Aeris Energy/Divulgação)

Para os próximos anos, “vamos manter esse trabalho em sua essência porque entendemos a importância de incluir as pessoas da região na rota do desenvolvimento proporcionada pelo complexo. Além disso, vamos manter e aprimorar o trabalho social realizado, visando contribuir com as demandas dos moradores da região”.

Por conseguinte, outra instituição envolvida no Complexo Industrial e Portuário do Pecém é o Instituto Atlântico. Gabriela Telles, diretora de Recursos Organizacionais do instituto, destaca que a organização conta hoje com cerca de 600 colaboradores qualificados, um índice de satisfação interna superior a 88% e uma expressiva representatividade feminina em cargos de liderança, que chega a 41%.

Em relação ao avanço da empresa, “um dos principais projetos recentes foi a criação do Laboratório de Inteligência Artificial (IA) em Fortaleza, que além de fomentar a pesquisa e inovação tecnológica, tem um foco social importante ao estimular a inclusão digital e a formação de profissionais qualificados para o mercado local”. “Este laboratório atua como um hub colaborativo que envolve universidades, startups e empresas, com especial atenção para o impacto social da tecnologia”, explica Gabriela.

Ela também ressaltou o investimento do Instituto em programas de aceleração e incubação de startups lideradas por jovens empreendedores locais. “Promovemos a geração de emprego e renda e estimulamos o ecossistema empreendedor do Ceará. Além disso, o Instituto Atlântico, como unidade Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), apoia projetos de transformação digital com foco em eficiência energética, conectividade e sustentabilidade. Por meio de parcerias com a Embrapii, atuamos como articuladores entre poder público, empresas e academia, desenvolvendo projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) sob demanda com alto grau de inovação tecnológica. Modelos de concessão para iluminação pública, por exemplo, já demonstraram eficácia em várias cidades brasileiras, com redução de custos e melhoria nos serviços”.

“O Instituto Atlântico tem como metas principais promover o avanço científico e tecnológico, com forte vocação para a inovação aplicada que contribua para o desenvolvimento social e econômico do Brasil, especialmente na região Nordeste. Nosso foco está em pesquisa e desenvolvimento nas áreas de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), indústrias 4.0, saúde, setor financeiro, energia e equipamentos eletrônicos. Além disso, buscamos fomentar o ecossistema local de inovação por meio de parcerias acadêmicas, governamentais e empresariais, promovendo soluções que gerem impacto sustentável e inclusivo”, afirma.

Gabriela Telles, diretora de Recursos Organizacionais do Instituto Atlântico, enumera os acertos da Instituição (Foto: Instituto Atlântico/Divulgação)

Gabriela também destacou as diretrizes estratégicas do instituto. “Priorizamos a criação e difusão de tecnologias inovadoras de alta relevância para o mercado, apoiando startups e estimulando o empreendedorismo local. Atuamos na gestão da propriedade intelectual, captação de recursos para pesquisa e desenvolvimento e implantação de políticas que incentivam a inovação aberta. Um exemplo atual é o projeto para construir um laboratório avançado de Inteligência Artificial, que visa impulsionar a pesquisa, fomentar a transformação digital regional e ampliar a participação do Brasil no mercado global de tecnologia”.

Como integrante da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Aecipp), o Instituto Atlântico reconhece a importância estratégica do Porto do Pecém para a economia do Ceará e do Estado como um todo. “Essa parceria reforça nosso compromisso com a inovação e a sustentabilidade industrial na região. A associação viabiliza uma colaboração intensa entre empresas instaladas no complexo industrial e portuário, fomentando um ambiente propício para o desenvolvimento tecnológico, geração de empregos e atração de investimentos.”

“O Porto do Pecém é um dos pilares para o crescimento econômico do Estado, pois conecta o Ceará a cadeias produtivas nacionais e internacionais, facilitando a exportação e importação de bens essenciais. Para o Instituto Atlântico, integrar esse ambiente permite alinhar nossa atuação em ciência e tecnologia com um polo industrial em expansão, contribuindo para a transformação digital, automação e inovação do setor. Essa sinergia fortalece o potencial industrial e logístico do Estado, com impactos positivos para o desenvolvimento regional sustentável, observa Gabriela.

“Além disso, a Aecipp propicia uma rede colaborativa que envolve comunidades, setor privado e governo, favorecendo a criação de soluções conjuntas para desafios sociais, ambientais e operacionais do complexo. Para nós, estar inseridos nessa rede é fundamental para ampliar nosso papel como agentes transformadores, promovendo avanços tecnológicos que beneficiem o ecossistema industrial e a sociedade local”.

O Instituto Atlântico tem como metas principais promover o avanço científico e tecnológico, com forte vocação para a inovação aplicada que contribua para o desenvolvimento social e econômico do Brasil, especialmente na região Nordeste (Foto: Instituto Atlântico/Divulgação)

REPORTAGEM

Pecém: passado, presente e futuro do porto

Projeto: Raone Saraiva
Edição: Átila Varela e Gabriel Amora
Textos: Átila Varela, Dayse Lima, Gabriel Amora e Márcia Rios
Fotos: Edimar Soares e Daniel Calvet

Fonte: https://ootimista.com.br/noticias/esforco-coletivo-a-pluralidade-que-constroi-o-desenvolvimento-do-pecem?category=economy