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Atlântico usa plataforma dojot para acelerar desenvolvimento de solução IoT para Unimed Fortaleza

Publicado em 03 de julho de 2020

Atlântico usa plataforma dojot para acelerar desenvolvimento de solução IoT para Unimed Fortaleza

O acesso em tempo real a informações sobre os sintomas de um paciente internado na UTI de um hospital é essencial para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de doenças graves, que trazem risco de morte. É o caso da sepse (conhecida antigamente como septicemia), ou infecção generalizada, que foi o foco de uma prova de conceito realizada pelo Instituto Atlântico com a Unimed Fortaleza utilizando a plataforma aberta dojot, desenvolvida pelo CPQD com o objetivo de acelerar a criação de aplicações de Internet das Coisas (IoT) em diversas áreas.

“A prova de conceito teve a finalidade de avaliar o desenvolvimento de uma solução capaz de auxiliar na identificação de ocorrência de protocolos clínicos de sepse, por meio do monitoramento remoto e tratamento automático de sinais vitais de pacientes coletados por um monitor multiparamétrico”, afirma Danielly Guimarães, gerente de projeto do Atlântico, uma das principais instituições de ciência e tecnologia (ICT) do Nordeste. Ela explica que, atualmente, esses dados são coletados de forma manual pelos profissionais de saúde, durante as visitas periódicas aos pacientes internados, e comparados com os parâmetros dos protocolos clínicos.

“Com a aplicação, a ideia é ter os dados coletados em tempo real, de modo que o profissional de saúde possa agir rapidamente caso sejam detectadas anomalias”, acrescenta Danielly. Para isso, o monitor multiparamétrico utilizado na prova de conceito (ou PoC, na sigla em inglês) ganhou uma placa Raspberry Pi com conexão Wi-Fi, que envia os dados dos sinais vitais do paciente para a plataforma dojot. “A aplicação consome os dados da dojot e possibilita a identificação precoce de qualquer parâmetro que indique a ocorrência de sepse.”

Para a PoC, que durou dois meses e foi realizada dentro do projeto Plataforma IoT (conduzido pelo CPQD com recursos do FUNTTEL/Finep e que tem o Atlântico como um dos parceiros), foi utilizado um simulador de monitor multiparamétrico ligado a um paciente, com foco no protocolo clínico de sepse. “Existem vários sintomas que, segundo o protocolo, indicam que o paciente está caminhando para um quadro de sepse”, explica Liliana Rodrigues Pereira, analista de projetos da Unimed Fortaleza. “Quanto mais rápido se detecta a doença, mais eficaz o seu tratamento, o que se reflete em segurança para o paciente, conduta terapêutica adequada e em tempo hábil e redução do tempo de internação”, ressalta Liliana.

Esses benefícios, identificados durante a prova de conceito, levaram a Unimed Fortaleza a contratar o Atlântico para evoluir a solução IoT, que será incorporada ao seu projeto Monitoramento Assistencial – pelo qual Liliana é responsável. “A PoC foi feita em ambiente simulado, com um equipamento e um protocolo. A intenção agora é usar a solução em ambiente real, com pacientes internados, e com outros equipamentos médicos, como ventiladores mecânicos, por exemplo, utilizados nos casos de Covid-19”, adianta Liliana. “Além disso, vamos verificar outros protocolos clínicos que também podem se beneficiar com essa solução”, acrescenta.

A intenção é implementar a nova solução no Hospital Regional Unimed (HRU), em Fortaleza, que oferece mais de 300 leitos. O projeto tem duração aproximada de um ano, mas a adoção de metodologia ágil pelo Atlântico permite ter entregas mais rápidas, ao longo desse período. A plataforma aberta dojot também é um recurso importante para agilizar o desenvolvimento. “A tecnologia da dojot viabilizou a rápida evolução do projeto. Na primeira fase, com o ganho no tempo de desenvolvimento, conseguimos colocar a solução em operação em dois meses”, destaca Liliana